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3 fotografias, 3 histórias

Viajamos até aos BALCÃS onde o Hugo Sá nos conta as histórias por trás de três fotografias que por lá tirou.
Já marcaste na tua agenda esta viagem em agosto?

“As coisas encontradas ao acaso são sempre as mais espetaculares”

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Ferry no Lago Komani, Albânia

Há muitas formas de aceder aos Alpes albaneses desde a capital, Tirana. Muitas delas envolvem apenas um simples e longo transfer de autocarro até Theth ou Valbone. Mas havia a oportunidade de fazer essa viagem de uma forma memorável. O ferry que liga Koman a Fierze foi uma escolha óbvia para mim.

Gostei tanto, pelo verde do lago e do contraste com as rochas calcárias.
Parecia que estava em Krabi ou Koh Phi Phi, na Tailândia. Um cenário do senhor dos anéis, mas com sol.

Já tinha visto fotos e vi que valeria a pena, sem dúvida nenhuma, mas surpreendeu pela positiva.
A aventura na Albânia começa logo com o pé direito.

Doberdoll, Albânia 

Era uma “cabana” de pastores. Parámos lá para beber um refrigerante.  A senhora estava a cozinhar para ela e para a família.  Tentei perceber o quê, mas não consegui. Era como se fosse pão. Tipo um pão pita enorme, que de vez em quando ia regando com leite.

Era muito simpática e prestável. Viu que estávamos curiosos, mas é um meio muito rural e não falam mais nada para além de albanês. 

No entanto,  já se começa a ver algum desenvolvimento nessas zonas mais remotas. 

Há famílias que aproveitam para alargar as suas casas para albergar caminhantes e servir petiscos. Compotas caseiras, de cereja e morango, que servem com pão. O pão é muito bom! É consistente e volumoso. E servem também café turco. Metade borra metade água.

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Oko Skakavice, Montenegro  (“Olho de Gafanhoto”)

Não sabia da existência desse lago. Era de manhã bem cedo e vimos uma seta a apontar para o interior de uma floresta. Decidimos ir espreitar e foi brutal! Como ainda era muito cedo, éramos só nós. Tive de aproveitar o momento e levantar o drone [foto na página anterior]. Desconheço a história, mas creio que o nome se deve ao facto de parecer um olho de gafanhoto visto de cima.

Esse lago é uma nascente. A água brota nesse estado. Alguns mais destemidos despiram-se logo e mergulharam na água gelada! Às 8h da manhã. Disseram que não iriam deixar passar a oportunidade de mergulharem num sítio daqueles.

De manhã, ainda havia aquela pequena neblina a pairar sobre o lago, o que ainda lhe dava mais mística. As coisas encontradas ao acaso são sempre as mais espetaculares.

“Nas zonas remotas, há famílias que alargam as suas casas para albergar caminhantes e servir petiscos.”

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BALCÃS, O TESOURO ESCONDIDO

Os Picos dos Balcãs atravessam vários países e transportam-nos para uma das regiões mais remotas e selvagens dos Balcãs Ocidentais.

É uma espécie de “tesouro escondido” para os amantes da natureza, uma verdadeira experiência cultural e uma aventura pelas montanhas da Albânia e do Montenegro.

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Uma conversa com o Zé Pedro, que vai guiar a Grande Viagem ao UZBEQUISTÃO em julho. Querem conhecê-lo e perceber porque é que este é um programa a não perder?

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Quem és tu, romeiro Zé Pedro?

Um rapaz de 46 anos que tem um prazer inesgotável por viajar, escrever e fotografar. Quando tudo se combina, melhor ainda. Quando viajo atento ao caminho e ao destino. Viajar muda-me, estica-me os horizontes e creio que isso me ajuda a viver compreendendo melhor o mundo em que vivo e as pessoas que nele habitam.

Como é que te apaixonaste pelas viagens? 

Surgiu com os meus pais e a caravana deles. Conheci muito da Europa assim, e ganhei o gosto pela viagem - pelo caminho e pelo destino. E foi sendo assim, país após país, cidade após cidade. Tive essa sorte, e habituei-me desde cedo a descobrir os destinos nos livros, preparando a curiosidade para o que ia aparecer no caminho.
Preparava as viagens, apontava o que queria ver e porquê.  E de alguma forma consegui que essa preparação nunca estragasse a surpresa de ver as coisas ao perto.

"CONSEGUI SEMPRE QUE A PREPARAÇÃO DAS VIAGENS NÃO ESTRAGASSE A SURPRESA DE VER AS COISAS DE PERTO"

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E o teu interesse pelo Uzbequistão de onde vem?

Da rota da seda. Das pontes que se estabeleceram entre as diferentes culturas, tradições, vivências dos povos do imenso continente euro-asiático. O território que hoje dá forma ao Uzbequistão estava no coração destes caminhos.

Qual é para ti o maior atrativo desta viagem?

Há diferentes motivos de interesse. As grandes obras da dinastia timurida, os grandes conquistadores semi-nómadas, e as cidades que espelham essa grandeza, como Samarcanda. 

Bukhara e a cidade das 1001 noites, Khiva, capitais dos respectivos canatos, com vestígios de civilizações milenares. 

E depois há toda a região do Karalpakstan, o Mar de Aral e a vida no deserto, que creio que será uma das atrações mais interessantes deste percurso.

Que sensações provoca o Mar de Aral?

As paisagens em redor do mar, os desertos que se fizeram da água que foi desaparecendo, as manchas de sal e os movimentos do sol. Os povos que persistem vivendo neste ambiente inóspito. Testemunhar isso num percurso de vários dias, convivendo com estas comunidades, partilhando as refeições com eles, pernoitando nas tendas de pele será certamente um momento marcante na viagem.

Come-se bem no Uzbequistão?

É possível ser muito feliz gastronomicamente falando - boa carne grelhada, o famoso arroz plov, chamuças e empadas, fruta fresca, doce e saborosa, frutos secos. Leite de camela, no deserto.

Numa palavra, como descreves esta viagem?

Posso usar duas palavras? Descoberta surpreendente.

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"VIAJAR MUDA-ME, ESTICA-ME OS HORIZONTES"

UZBEQUISTÃO, VIAGEM NO TEMPO

No coração da Ásia Central, embarcamos numa viagem do tempo, onde o Uzbequistão atual, desde o Vale de Fergana até ao Karalpakstan, nos vai revelar porque se perdeu de amores Alexandre, o Grande.

Vamos saber como se cruzaram durante séculos mercadores de inúmeras proveniências na Rota da Seda, conquistadores e filósofos, astrónomos e poetas guerreiros, que deixaram para herança da humanidade cidades de encantar, nascidas da lama e da cor da terra quente, com aroma a tâmaras, uvas passas e manjericão.

 

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UMA AVENTURA NA PATAGÓNIA

 We did it!


Foi uma grande aventura. Não era tarefa fácil, mas todos conseguiram! A travessia do Campo de Gelo Patagónico Sul pôs à prova as capacidades físicas e psicológicas dos participantes. Aqueles dias, aquelas paisagens, aquele silêncio, tudo isso ficará para sempre na nossa memória.                 

CAMPO DE GELO

O Campo de Gelo do Sul da PATAGÓNIA é um dos locais mais fascinantes desta mítica região partilhada pela Argentina e pelo Chile.
Aqui o silêncio impera e leva-nos a escutar o nosso interior.

 

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ESPÍRITO DE GRUPO

Na montanha, a cooperação e entreajuda são fundamentais para o sucesso da atividade. Isso notou-se na Patagónia, onde precisámos todos uns dos outros. O espírito de grupo foi insuperável.

SÓ ALI SE CONSEGUE TER UMA VERDADEIRA IDEIA DA DIMENSÃO DA PAISAGEM

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O QUE DIZEM

Uma experiência brutal numa vastidão de gelo onde o silêncio transborda. Tenho muito que agradecer à Espaços Naturais, pois a minha auto-superação só acontece com a ajuda do Pedro.


Joana, Patagónia

 

CAMPO DE GELO

A Patagónia é um lugar intenso, caprichoso e de recortes vertiginosos. É no Campo de Gelo Sul Patagónico que se situa este trekking glaciar, entre cumes e paredes gigantes de granito. Uma imensidão de natureza que nos absorve e que reúne todas as condições para viver uma grande aventura. 

O Campo de Gelo Sul Patagónico é uma travessia de 90 kms em autonomia. Atreves-te?  

 

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© 2024 Espaços Naturais. Alpinismo e Expedição RNAVT nº8339